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IV FESTIVAL DE NARRAÇÃO ORAL
"CONTOS DE LIBERDADE"
A IV edição do Festival de Narração Oral “Contos de Liberdade”, contou em 2006 com contadores vindos de Portugal , Espanha e Uruguai . À ARCA – Associação Recreativa e Cultural do Algarve e aos Piratas de Alejandria, juntaram-se a Associação Jovem Sambrasense e a Casa de Cultura de Loulé, para organizar este festival cujo mote é, como sempre, comemorar o 25 de Abril através da palavra, como instrumento de liberdade e partilha!
Quinta-Feira 20 de Abril
16h José Craveiro (Portugal)
Club Bus II
Quarteira
22h José Craveiro (Portugal)
Casa de Cultura de Loulé
Loulé
Sexta-Feira 21 de Abril
22h José Craveiro (Portugal)
Museu do Trajo Algarvio
S. Brás de Alportel
Sábado 22 de Abril
22h Diego Magdaleno (Espanha)
Sociedade Recreativa Artística Farense
Faro
Segunda-Feira, 24 de Abril
21h30 Soledad Felloza (Uruguai)
Bar Maktostas
Faro
| Notas sobre os Contadores |
José Craveiro (Portugal)
Contador de cariz tradicional, aprendeu a contar com os seus avós. Exímio conhecedor do património de Tentúgal (onde reside) há mais de quarenta anos que se dedica a coleccionar histórias, cantares, mezinhas e receitas da sua terra. Depois semeia as histórias e os cantares quando se multiplica como contador em todo o país; às mezinhas, utiliza-as em casa como se lembra a sua avó fazer, e às receitas serve-as no seu restaurante familiar herdado de seu pai.
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Diego Magdaleno (Espanha)
Membro da tripulação dos enigmáticos Piratas de Alejandria. o seu nome evoca acção, risco e emoções! Recompiladores de histórias, experiências e de uma grande quantidade de conhecimentos, riscam os mapas à procura de lugares desconhecidos e sítios inexplorados. Eles e elas são em si mesm@s carne de lendas. Por isso são Piratas! Viajantes à procura do tesouro da Vida! Porque a maior Biblioteca que conheceu a humanidade esteve na Alexandria.
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Soledad Felloza (Uruguai)
Nascida em 1968, atravessou o Atlântico para se instalar na Galiza, de onde sai amiúde para participar em vários festivais de contos na Europa e na América do Sul. Ainda no Uruguai com o seu grupo Nuevo Teatro de Uruguay participou em mais de vinte peças entre as quais se destaca "Barranca Abajo" de Florencio Sánchez, " Combate en el establo" de Mauricio Rosencof, (galardoada com o prémio Florencio de actriz revelação de 1989), "Los disfraces" de Ricardo Prieto (prémio melhor actriz 1991). Considerada uma das melhores narradoras do seu país, tem apostado mais nesta sua faceta deixando-nos arrepiados quando salta da descrição do ambiente de um clássico da primeira divisão de Futebol uruguaio para o que se passava, ao mesmo tempo, nas catacumbas do Estádio Nacional, no tempo de Pinochet, ou quando se aventura nos contos de Eduardo Galeano de uma forma primorosa.
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III FESTIVAL DE NARRAÇÃO ORAL
"CONTOS DE LIBERDADE"
Em 2005 conseguimos reunir uma galeria de contadores de vários cantos do mundo: do Brasil , de S. Tomé e Príncipe , do Algarve , de Espanha e França ! Associámo-nos também à efeméride do nascimento de Hans Christian Andersen, e organizámos oficinas de contadores de histórias. A música não pode faltar nunca, tivémos um Combo de Jazz da Filarmónica de Faro .
Além de Faro e S. Brás de Alportel, Tavira acolheu o festival.
FARO
Quarta-Feira, 20, 22h "Noite Marafada"
Tixa + Didier (Algarve)
Estórias com Café (IPJ)
Quinta-Feira, 21, 15h
Tixa (Algarve)
Auditório IPJ (Sessão para escolas, sujeita a marcação no IPJ)
Quinta-Feira, 21, 22h
Ângelo Torres (S. Tomé e Príncipe)
Bar Maktostas
Sexta-Feira, 22, 22h
Roberto Freitas (Brasil)
Bar Os Artistas
Sábado, 23
15h Filme de animação "Le Roi et L'oiseau"
16h30 Palestra “H. C. Andersen” por Fátima de Medei-ros (Portugal)
22h Jean Michel Hernandez (França)
Biblioteca Municipal António Ramos Rosa
Domingo, 24, 16h “No trilho dos contos”
Ângelo Torres (S. Tomé e Príncipe)
Tixa (Algarve)
Jean Michel Hernandez (França)
Jazz (Combo da Filarmónica de Faro)
Bar Muralhas de Faro
S. BRÁS DE ALPORTEL
Sexta-Feira, 22 , 15h
Oficina “H. C. Andersen : Um escritor de ontem para crianças de hoje” por Fátima de Medeiros (Portugal)
Biblioteca Municipal Dr. Manuel Francisco do Estanco Louro
Sábado, 23, 15h
Ângelo Torres (S. Tomé e Príncipe)
Biblioteca Municipal Dr. Manuel Francisco do Estanco Louro
Domingo, 24, 22h
Piratas de Alejandria (Espanha)
Museu do Traje de S. Brás
TAVIRA
Sexta-Feira, 15, 22h
Roberto de Freitas (Brasil)
Al Masrah Teatro
Sábado 16 & Domingo 17
Oficina de contadores de histórias “Nem tudo era uma vez…” por Roberto de Freitas (Brasil)
Clube de Tavira
| Notas sobre os Contadores |
Didier | Algarve
Digno representante do humor algarvio, orgulhoso do nosso so-taque, Didier aproveita as experiências do dia-a-dia para cons-truir as suas histórias mirabolantes. Frequentou o curso de Ac-tores da Companhia de Teatro do Algarve, e trabalha actual-mente no Lethes, a réplica em miniatura do Scala de Milão. A sua actividade criativa dispersa-se por vários projectos: musi-cais, de poesia, de rádio, que abraça com paixão e que parti-lha, com frequência, com vários parceiros. Sem peneiras, sem complicações, sem muitas conversas, mas com muita ironia e sentido de humor, vamos escutá-lo na “Noite marafada”.
Piratas de Alejandria | Espanha
Nossos parceiros e inspiradores na organização deste festival, são um grupo que trabalha a narrativa como instrumento socioeducativo, e não como um mero espectáculo cultural. Or-ganizam vários festivais de narração na Andaluzia, nomea-damente “Los Tres Deseos”, em Sevilha, e “La Ruta de los Cuentos Blancos” na serra de Cádiz. Capitães da palavra, en-cantadores de gente, são Piratas de Alejandria porque: “a nos-sa condição é andar constantemente em vi@agem, por sermos a personificação da @ventura e porque o nosso nome evoca @cção, risco, emoções e lug@res desconhecidos e par@gens i-nexploradas, fomos recolhendo histórias, experiências e conhe-cimentos. Por isto somos Piratas. E porque a maior Biblioteca da humanidade foi a de Alexandria. Por tudo isso somos os Pi-ratas de Alejandria.”
Roberto de Feitas | Brasil
Nascido numa fazenda, no Mato Grosso, passou a infância sem luz eléctrica, correndo descalço e solto pelo mato, ouvindo as histórias em família à noite, e tratando os bichos e as plantas por tu. Quando se mudou para Belo Horizonte, cidade grande e iluminada, as histórias passaram a ser outras. Até que houve um dia, quando trabalhava com crianças, que se lembrou das coisas que mais gostava de fazer quando era criança, e reencontrou as histórias da sua infância. Então, aqueles contos que o faziam vibrar, para sua surpresa, funcionaram com a-queles meninos que cresceram com videojogos, televisores e frigoríficos. E foi esse encantamento que o fez continuar a contar. Para gente crescida, também. Vai trazer-nos “Do fundo da Mata Ouvi”, espectáculo criado a partir de um intenso tra-balho de pesquisa de narrativas da tradição oral no interior do Brasil, que já resultou na edição de um CD. Roberto não só conta, mas também canta, cria, pesquisa. Para quem estiver interessado, ou simplesmente curioso, pode frequentar a formação de contadores de histórias que ele vai dar em Tavira, durante o fim-de-semana de 16 e 17 de Abril, sugestivamente intitulada “E nem tudo era uma vez”.
Tixa | Algarve
"É uma menina licenciada em estudos portugueses que um dia foi assombrada pelas histórias. A sua passagem durante anos pelo Centro de Estudos Ataíde de Oliveira, em Faro, um centro de investigação em tradição oral, onde ouviu e transcreveu de-zenas de histórias recolhidas junto de contadores tradicionais da região algarvia, muito contribuiu para isso.
Na sua mala de contadora existem as mais variadas assom-brações mas a sua especialização é mesmo os contos tradicio-nais, dos quais tem sérias dificuldades em afastar-se (a eterna história do primeiro amor...). Gosta de contar especialmente para crianças e costuma dizer que as histórias têm vida própria e que, como contadora, se limita a dar-lhe corpo e voz." in Palavras Mágicas em Lagos
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II FESTIVAL DE NARRAÇÃO ORAL
"CONTOS DE LIBERDADE"
Quinta-feira 24
17h30 Inauguração do Festival
Conferência: Isabel Cardigos (UAlg) e Lola Gonzalez(Univ. Sevilha)
Biblioteca Municipal
22h30 Sessão de contos: Pepe Maestro (Cádiz) e Serafim (Beja)
Bar Maktostas
Sexta-feira 25
16h00 Animação de rua
Jardim Manuel Bívar
17h00 Sessão de contos: Ricardo Viegas (Faro) e Tixa (Faro)
Jardim Manuel Bívar
18h00 Sessão de contos: Serafim (Beja)
Galeria Arco
00h00 Sessão de contos: Kiko Cadaval (Galiza)
Bar Os Artistas
Sábado, 26
15h30 Animação de rua
Pátio da Biblioteca Municipal
16h30 Sessão de contos: Serafim (Beja)
Pátio da Biblioteca Municipal
22h00 Sessão de contos: Manuel Garrido (Sevilha)
Museu Arqueológico
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I FESTIVAL DE NARRAÇÃO ORAL
"CONTOS DE LIBERDADE"
Quinta-feira 24
17h30 Inauguração do Festival
Conferência: Prof.ª Dr.ª Isabel Cardigos (UAlg) e Prof.ª Dr.ª Lola Gonzalez (Univ. Sevilha) Biblioteca Municipal
Sexta-feira 25
16h00 Animação de rua
Jardim Manuel Bívar
17h00 Sessão de contos: Ricardo Viegas (Faro)
Jardim Manuel Bívar
18h00 Sessão de contos: Serafim (Beja)
Galeria Arco
00h00 Sessão de contos: Kiko Cadaval (Galiza)
Bar Os Artistas
Sábado, 26
15h30 Animação de rua
Pátio da Biblioteca Municipal
16h30 Sessão de contos: Serafim (Beja)
Pátio da Biblioteca Municipal
22h00 Sessão de contos: Manuel Garrido (Sevilha)
Museu Arqueológico
Ezequiel, o Trolha de Babel
Era uma vez uma cidade ao Sul que, pelo menos uma vez por ano, festejava a Liberdade. No ano de 2003 decidiu organizar um grandioso Festival de Contos. Tudo seria preparado ao mínimo pormenor: viriam os melhores contadores e contadoras; seria anunciado nas televisões, nas rádios e nos jornais; não faltariam Ministros da Nação e Chefes de Estado estrangeiros; prémios Nobel e cantores pop; futebolistas e estrelas de cinema (parece que até a própria Lili Caneças telefonou a confirmar a sua vinda)...
Seria um evento para ficar na memória da cidade por décadas e décadas…
Era uma vez Ezequiel que, ouvindo falar que determinada cidade ao Sul iria, com toda a pompa e circunstância, organizar um Festival de Contos para comemorar a Liberdade, decidiu fazer-se a caminho e saber que Liberdade era essa que se comemorava uma vez por ano. Mas não é a Liberdade um valor para ser comemorado e vivido todos os dias? Ser como o ar que se respira, que entra e sai do nosso corpo, naturalmente?...
Ezequiel era trolha... Era um trolha com um trabalho importante... Construir uma Torre que chegasse ao céu! Construir a mítica Torre de Babel!!! Digo era, pois foi despedido por uma empresa avarenta que, a troco de uns subsídios, tinha aceite deslocalizar-se para a Malásia, onde podia pagar salários mais baixos (quem prefere acreditar na outra versão da Torre de Babel, veja os jornais e procure as notícias sobre esta empresa: verá que não é difícil de encontrar; e, se mesmo assim não acreditar, vá às enciclopédias ver onde se encontram as torres mais altas do mundo...).
Desde essa altura, sem subsídio de desemprego, Ezequiel tinha-se tornado um viajante, um andarilho do mundo, com o objectivo de questionar as verdades emperradas pela inércia do Homem e incitar o livre pensamento e o espírito crítico, pois essa era para ele a verdadeira Liberdade: a Liberdade para criar um mundo novo onde progresso, cooperação, solidariedade, cultura universal e democracia fossem palavras e ideias conjugadas todos os dias.
Este é o argumento do 1º Festival de Contadores de Contos de Faro, que te convidamos a visitar. Vem conhecer contadores e contadoras de encantar, Piratas que não metem medo, uma ARCA maravilhosa que tudo pode encerrar, Ezequiel, o misterioso Trolha de Babel, entre outras personagens, numa viagem ao imaginário, onde se procura descobrir o verdadeiro valor da Liberdade.
Vem, diverte-te e... já agora... traz um amigo também... |
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